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STIQUIFAR

STIQUIFAR participa de agenda em Brasília para discutir a crise no setor de fertilizantes e defender a preservação dos empregos

Sindicato participa de reuniões com o Governo Federal ao lado de entidades representativas para buscar soluções diante da escassez de enxofre e dos impactos sobre a indústria nacional de fertilizantes.

No dia 15 de julho de 2026, o STIQUIFAR, juntamente com o SIMA e o Metabase de Patrocínio e Catalão, participou de uma agenda de reuniões em Brasília (DF) para discutir a grave crise enfrentada pelo setor de fertilizantes. A participação das entidades ocorreu a convite do ex-prefeito de Uberaba e ex-ministro Anderson Adauto, que articulou os encontros junto ao Governo Federal.

A agenda contemplou reuniões no Departamento de Insumos e Materiais Intermediários (DIMI), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Durante os encontros, as entidades sindicais manifestaram grande preocupação com a atual crise enfrentada pela indústria de fertilizantes, especialmente em relação à escassez de insumos essenciais para a fabricação dos produtos. O principal ponto apresentado foi a dificuldade de aquisição do enxofre no mercado internacional, somada ao expressivo aumento do preço da matéria-prima, fatores que vêm comprometendo a continuidade das operações das empresas e colocando em risco milhares de postos de trabalho.

Segundo informações debatidas durante a agenda, o preço do enxofre, que anteriormente girava em torno de US$ 80 por tonelada, chegou a aproximadamente US$ 1.200 por tonelada, reflexo da redução da oferta mundial e do aumento da demanda pelo produto em outros segmentos industriais.

Os representantes dos órgãos federais reconheceram a gravidade da situação e informaram que o Governo Federal acompanha de perto a evolução da crise. Entre as iniciativas em andamento está a ampliação das alternativas de fornecimento de enxofre por meio da abertura de novos mercados internacionais, utilizando a atuação diplomática brasileira para buscar novos fornecedores e reduzir os impactos sobre a indústria nacional.

Embora reconheçam a importância dessas iniciativas, as entidades sindicais entendem que as medidas apresentadas até o momento ainda são insuficientes para garantir a estabilidade do setor e a preservação dos empregos. O STIQUIFAR defendeu que os representantes dos trabalhadores participem das mesas de negociação e dos grupos de trabalho que vêm sendo constituídos para a construção das soluções, assegurando que as decisões contemplem também a proteção dos empregos e da atividade industrial.

Durante a agenda, Anderson Adauto destacou que o momento exige união entre trabalhadores, empresas e Governo Federal para enfrentar a crise.

“A crise é séria. Tanto que os presidentes de todos os sindicatos que atuam na defesa dos trabalhadores, tanto de Goiás quanto do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, estão unidos. Viemos a Brasília porque sabemos que a empresa, por meio da representação patronal, está dialogando com o Governo Federal.”

Segundo Anderson Adauto, o principal pleito apresentado ao governo é a busca por novos fornecedores internacionais de enxofre, utilizando a estrutura diplomática brasileira para ampliar as alternativas de abastecimento e reduzir os impactos da escassez do insumo.

O ex-ministro também ressaltou que, neste momento, empresas e trabalhadores possuem um objetivo comum.

“Neste momento, não existe disputa entre a representação empresarial e a representação dos trabalhadores. Estamos todos no mesmo barco, buscando salvar as fábricas para que permaneçam em funcionamento e continuem gerando empregos. Nosso objetivo é preservar a empregabilidade.”

Além das medidas emergenciais, Anderson Adauto defendeu a construção de uma política nacional permanente para fortalecer a produção brasileira de fertilizantes e reduzir a dependência das importações, tornando o país menos vulnerável a crises internacionais de abastecimento.

Também foi discutida a intenção da Mosaic Fertilizantes de pleitear subsídios junto ao Governo Federal para assegurar a continuidade de suas operações. Segundo informações apresentadas durante as reuniões, o valor pleiteado é de aproximadamente US$ 125 milhões por mês, o equivalente a cerca de R$ 640 milhões mensais. O montante demonstra a dimensão da crise enfrentada pela empresa e por todo o setor de fertilizantes.

Para o STIQUIFAR, a situação exige atenção, responsabilidade e mobilização permanente. A entidade continuará acompanhando todas as negociações, dialogando com o Governo Federal, com as empresas e com as demais entidades representativas para contribuir com a construção de soluções que assegurem a continuidade da produção, o funcionamento das fábricas e, principalmente, a preservação dos empregos.

Além das medidas emergenciais para enfrentar a atual crise, o sindicato também defende a construção de uma política nacional voltada ao fortalecimento da produção brasileira de fertilizantes, reduzindo a dependência das importações e ampliando a segurança da cadeia produtiva nacional.

A agenda em Brasília terá continuidade no dia 27 de julho, quando as entidades participarão de uma reunião no Ministério da Fazenda com representantes da Secretaria de Política Econômica. A expectativa é que o diálogo avance na construção de medidas concretas capazes de minimizar os impactos da crise, fortalecer a cadeia produtiva dos fertilizantes e garantir a preservação dos empregos dos trabalhadores.

O STIQUIFAR reafirma seu compromisso com a defesa dos trabalhadores e seguirá atuando de forma firme, responsável e propositiva em todas as instâncias de diálogo. A entidade continuará participando das discussões e acompanhando de perto cada etapa das negociações para que as soluções adotadas garantam a continuidade da produção, a manutenção das fábricas em operação e a segurança dos empregos e da renda de milhares de famílias que dependem do setor de fertilizantes.