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STIQUIFAR

Negociação entre STIQUIFAR e Mosaic avança com foco na preservação dos empregos.

STIQUIFAR discute com a Mosaic P&K alternativa para preservar empregos

Na reunião realizada em 14 de julho de 2026, o STIQUIFAR e a Mosaic P&K deram continuidade às tratativas para a construção de uma alternativa voltada à preservação dos postos de trabalho diante do atual cenário enfrentado pela empresa.

A proposta em discussão está baseada na Bolsa de Qualificação Profissional, instrumento previsto pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT) e regulamentado pelo artigo 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O mecanismo permite a suspensão temporária do contrato de trabalho para que os empregados participem de programas de qualificação profissional, reduzindo o impacto de períodos de baixa atividade e contribuindo para evitar demissões.

O STIQUIFAR já conhece esse modelo por acompanhar sua aplicação em empresas do setor sucroenergético, onde trabalhadores participam de cursos de qualificação enquanto recebem uma bolsa custeada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a diferença da remuneração sendo complementada pela empresa. Na proposta apresentada durante a reunião, esse complemento salarial seria realizado pela própria Mosaic P&K, garantindo maior segurança financeira aos trabalhadores durante o período do programa.

Entre as alternativas debatidas, parte dos empregados permaneceria em atividades de treinamento dentro da unidade, enquanto outra parcela participaria de cursos de qualificação profissional durante a suspensão temporária do contrato de trabalho. A medida tem como objetivo preservar os empregos, manter a renda dos trabalhadores e assegurar que a empresa conte com profissionais qualificados quando houver a retomada plena das atividades.

Durante a negociação, o sindicato reafirmou que sua prioridade é a defesa dos trabalhadores, buscando assegurar a manutenção da renda e dos benefícios. Conforme previsto na legislação, apenas as parcelas vinculadas à efetiva prestação do trabalho, como adicional noturno, adicional de insalubridade e adicional de periculosidade, deixam de ser devidas aos empregados que estiverem com o contrato temporariamente suspenso, uma vez que não haverá exposição às condições que justificam esses adicionais.

O STIQUIFAR reforça que a implementação desse modelo depende da celebração de um Acordo Coletivo de Trabalho entre a empresa e o sindicato. Além disso, conforme determina a legislação, a proposta deverá ser submetida à apreciação e aprovação dos trabalhadores em Assembleia Geral, garantindo transparência e participação da categoria em todas as etapas do processo.

Uma nova reunião entre o sindicato e a empresa está prevista para a próxima semana, quando as negociações terão continuidade. O STIQUIFAR seguirá atuando de forma firme e responsável na busca de uma solução que preserve os postos de trabalho, proteja a renda dos trabalhadores e assegure seus direitos.